Diárias de R$ 30 mil, adega particular e a pouco passos das Cataratas: conheça hotel do PR que superou o Copacabana Palace
Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu, recebeu pontuação máxima em novo
guia de turismo e ficou à frente de famoso empreendimento carioca. O g1 visitou
o hotel e mostra detalhes do turismo de luxo em uma das sete maravilhas naturais
do mundo.
De frente para uma das sete maravilhas naturais do mundo, o Hotel
das Cataratas tem diárias de até R$ 30 mil e vista exclusiva para as
Cataratas do Iguaçu. Localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, o hotel
paranaense superou, recentemente, o tradicional
Copacabana Palace e recebeu nota máxima no Guia Michelin,
referência mundial em hospitalidade e gastronomia.
Cercado por 185 mil hectares de floresta tropical e a poucos passos das
quedas d'água, o local é um dos destinos de turismo de luxo mais exclusivos do
país — e também um dos mais caros.
A suíte mais exclusiva, por exemplo, têm adega particular e vista panorâmica
para as Cataratas. Os hóspedes também têm acesso à piscina, spa, academia e
quadra de tênis.
No catálogo de experiências no parque, os visitantes podem visitar os
mirantes do parque antes da abertura e após o fechamento para o público geral.
Também podem solicitar piqueniques no gramado, fazer caminhadas noturnas e até
ver um fenômeno raro: o arco-íris noturno que se forma nas noites de lua cheia.
Tradição e luxo dentro do parque
Inaugurado em 1958, o Hotel das Cataratas tem fachada rosa e arquitetura
inspirada no estilo colonial português. A construção se destaca no meio da mata
e hospedou personalidades como o rei Charles III e a princesa Diana,
o príncipe Albert de Mônaco, a rainha Margrethe da Dinamarca, Bill Clinton e
Tony Blair.
O edifício passou por uma grande reforma em 2007, quando o grupo Belmond
assumiu a gestão. Foram investidos cerca de R$ 60 milhões para modernizar as
176 acomodações, os restaurantes, o spa, os jardins e as áreas comuns.
Segundo Verônica Chavez, coordenadora de comunicação do hotel, o tom
rosa da fachada é obrigatório.
“Foi um acordo firmado como parte da história do espaço. Assim como o
quadro de Dom Pedro, que fica em um dos salões e não pode ser retirado ou
coberto”, explica.
Detalhes que remetem à natureza
Os quartos são decorados com móveis de madeira certificada, tecidos
artesanais e quadros que retratam paisagens brasileiras. Nos banheiros, o
mármore branco e os azulejos exclusivos reforçam o estilo português do loca.
“A ideia é trazer a natureza para dentro do hotel. As cores, aromas e
texturas ajudam os hóspedes a se sentirem imersos na Mata Atlântica”, diz
Chavez.
Apesar de ser um destino voltado ao bem-estar, o hotel não aposta no
minimalismo. A decoração é marcada por cores fortes e obras de arte das
artistas Ludmila Demonte e Romilda Patez.
As acomodações variam de quartos com 15 m² a suítes amplas com até três
ambientes, sala de jantar e vista direta para as Cataratas.
A Suíte das Cataratas, a mais luxuosa, é comparada a um pequeno
apartamento. Ela tem 64 m², com sala de estar e jantar e adega.
Gastronomia com ingredientes típicos e vista privilegiada
O hotel tem dois restaurantes. O Ipê, à beira da piscina, serve pratos
típicos brasileiros, buffet internacional, feijoada aos sábados, churrasco
gaúcho e opções vegetarianas.
O outro é o restaurante Y, comandado pelo chef Luiz Filipe Souza,
premiado com duas estrelas Michelin pelo restaurante Evvai, de São Paulo. O
menu no hotel usa ingredientes típicos como mandioca, açaí e cupuaçu, em
versões contemporâneas, servidas em menus degustação ou à la carte.
O espaço também um terraço, com vista para as quedas d’água e o bar
Tarobá.
Todos os restaurantes e bares do hotel são abertos a visitantes.
Inclusive, moradores de Foz do Iguaçu tem descontos no cardápio.
Experiências exclusivas
Os hóspedes podem participar de piqueniques e coquetéis com vista para
as Cataratas, com valores entre R$ 450 e R$ 1.100.
Também há trilhas com terapia japonesa, meditação e passeios com
monitores que medem os íons liberados pela floresta. Segundo o hotel, quanto
mais próximo o hóspede está na natureza, maior é o sentimento de bem-estar e
satisfação.
À noite, durante a lua cheia, é possível caminhar pelas passarelas sobre
as quedas e observar o arco-íris lunar, fenômeno raro formado pela luz da lua
refletida na névoa das águas.
Para quem busca mais aventura, há também passeios de helicóptero sobre o
parque. Os preços variam de R$ 610 por 10 minutos a R$ 10,2 mil por 35 minutos.
Sustentabilidade e preservação
Além do luxo, o hotel também investe em ações sustentáveis. O grupo
Belmond destinou cerca de R$ 9 milhões ao Parque Nacional do Iguaçu, parte
deles para apoiar o Projeto Onças do Iguaçu, que atua na conservação da
onça-pintada no parque.
Toda a energia usada no local vem de fontes renováveis. O hotel também
realiza mutirões ambientais anuais, que retiram cerca de 1,5 tonelada de lixo
da floresta, e mantém coleta seletiva em todas as áreas.
Outras iniciativas incluem a reciclagem de óleo e resíduos, parceria com
cooperativas locais e uma horta orgânica própria, que abastece os restaurantes.
O hotel também tem sistema de tratamento de esgoto próprio e devolve a
água tratada conforme as normas ambientais.
Fonte: G1






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